299555 Noticias - MAQUIAVEL NA CABEA!?  -  Gedson Alves




Categoria Opinião  Noticia Atualizada em   08/10/2013   às  07:38:22                   
MAQUIAVEL NA CABEA!?
O adjetivo “maquiavélico”, na maioria das vezes, é utilizado de forma pejorativa. Para o senso comum, maquiavélico é alguém que procura manter-se no poder, um alguém enganador, procura parecer bom, mas nem sempre o é.

Nicolau Maquiavel, nascido em Florença, Itália, no Sec. XV, é considerado um dos principais intelectuais do período chamado Renascimento. Maquiavel inaugurou o pensamento político moderno. Sua obra mais famosa, “O Príncipe”, foi escrita com base no contexto político da Península Itálica, que passava por uma grande instabilidade político-econômica. As circunstâncias pelas quais este pensador escreveu tal obra nos auxiliam a atualizar seus entendimentos acerca da política contemporânea.

Pode-se, e deve-se, analisar Maquiavel pelo prisma da dialética. Refletir com carinho acerca dessa figura tão importante para as relações humanas. No entanto, como em qualquer situação, cabe ao indivíduo fazer uso do seu conhecimento com sabedoria, direcionando suas energias para o bem. A escolha é sempre pessoal. Lembrar que a vida da borboleta está em suas mãos.

O entendimento de Maquiavel quanto às relações dinâmicas da ética e da política estão ligadas à tradição ocidental que, exatamente como a tradição chinesa, ligava tanto a ciência quanto a atividade política à ética. Aristóteles tinha resumido esta posição quando definiu a política como uma mera extensão da ética. Para a tradição ocidental, a política era segregada em certo e errado, justo e injusto, e assim por diante. Por isso os termos morais usados para avaliar as ações humanas eram usados para avaliar as ações políticas.

Para Maquiavel, política era política e ética era ética. Nenhum rei conseguiria consolidar seu reinado se tomasse decisões éticas e políticas, concomitantemente.

Então esse texto, pretensiosamente, visa socializar este pensamento, de modo a permitir ao eleitor avaliar as ações dos seus governantes, conhecendo um pouco melhor o motivo de algumas decisões, por vezes, consideradas polêmicas (maquiavélicas). O mito maligno de Maquiavel está na cabeça do preconceituoso, por isso a necessidade de conhecê-lo um pouco melhor, para, daí sim, formular novos e fundados conceitos.

Há estudos específicos de uma de suas frases mais famosas: o fim justifica os meios. Alguns a interpretam partindo do princípio de que "certos" fins podem, ser alcançados através de métodos, antiéticos ou violentos. Este conceito é utilizado com frequência numa tentativa de minimizar os meios inescrupulosos utilizados na política, como por exemplo,na justificativa de leis que beneficiam poucos, ou ainda nas repressões impostas a grupos partidários.

Por outro lado, a doutrina cristã diz exatamente o contrário: O fim não justifica os meios. No entanto, a própria frase parece vir de um manual de ética escrito em 1645,pelo teólogo jesuíta Hermann Busenbaum (Medullatheologiaemoralis). Veja o extrato: “cum finis est licitus, etiam media sunt licita”, (Quando o fim é lícito, também são os meios).

Foi exatamente isso que Maquiavel disse. Os fins justificam os meios, desde que, nenhum mal seja feito contra o próximo. A bem da verdade, Maquiavel escreveu que certos fins justificam certos meios.

Em Itapemirim, algumas más interpretações desta máxima causaram uma ruptura política, social e até familiar.

Prova disso fora a escolha do sucessor palaciano. Tal decisão culminou na exclusão de várias lideranças do processo político partidário. O maquiavelismo, neste caso, foi utilizado com uma interpretação deturpada.

O maquiavelismo em Itapemirim não trouxe apenas coisas ruins. Há decisões maquiavélicas que oportunizaram excelentes ações. Maquiavel disse que é muito louvável um príncipe respeitar a sua palavra e viver com integridade, sem astúcias nem embustes. A história mostra que caíram em desgraça políticos fecharam os olhos ou não deram muita importância à palavra empenhada e que souberam cativar, pela manhã, o espírito dos homens e, no fim, aniquilar aqueles que se basearam na lealdade.

Recentemente, parece que alguns políticos Itapemirinenses lembraram que há líderes em Itapemirim preocupados com uma política séria, lembraram que há pensadores. Este comportamento, maquiavelicamente mal aplicado, fomentou o levante partidário de Itapemirim. Os Itapemirinenses retomarão o processo político, pois aprenderam que grandes políticos são os que dão importância à palavra empenhada, e não mais cairão na falácia familiar instalada em nossa cidade. A empresa familiar que gera riqueza aos corruptos está em Concordata, e a falência se aproxima! O povo de Itapemirim agradece. Itapemirim retornará às mãos dos Itapemirinenses graças aos que se julgam entendedores dos pensamentos de Maquiavel.


    Fonte: O Autor
 
Por:  Gedson Alves    |      Imprimir