318860 Noticias - Festival de Cannes chega a 2015 com muitos europeus e estrel  -  Desire Duque




Categoria Geral  Noticia Atualizada em   13/05/2015   às  11:09:28                   
Festival de Cannes chega a 2015 com muitos europeus e estrel
No papel, dá para dizer que a seleção do 68º Festival de Cannes, que começa nesta quarta-feira, é bem animadora. Alguns dos cineastas mais interessantes em atividade estão na disputa pela Palma de Ouro, dos americanos Gus Van Sant, vencedor do prêmio em 2003 com Elefante, e Todd Haynes, que esteve na Riviera Francesa com Velvet Goldmine (1998), aos italianos Paolo Sorrentino, Nanni Moretti e Matteo Garrone, passando pelo chinês de Taiwan Hou Hsiao-Hsien, que lançou seu último longa-metragem há sete anos, e o chinês do continente Jia Zhangke. Não falta também uma cota generosa de astros e estrelas, como Cate Blanchett, Matthew McConaughey, Emily Blunt, Marion Cotillard, Michael Fassbender, Salma Hayek, Colin Farrell e Isabelle Huppert.

A França aparece forte mais uma vez, a começar pelo filme de abertura La Tête Haute ("a cabeça erguida", na tradução livre), de Emmanuelle Bercot, estrelado por Catherine Deneuve - as duas já colaboraram em Ela Vai (2013), exibido na competição do Festival de Berlim. São cinco franceses na competição pela Palma de Ouro. Jacques Audiard, Grande Prêmio do Júri em 2009 com Um Profeta, volta com Dheepan. Stéphane Brizé exibe La Loi du Marché ("a lei do mercado", em tradução livre), enquanto Guillaume Nicloux junta Gérard Depardieu e Isabelle Huppert em Valley of Love ("vale do amor"). Duas mulheres completam a representação do país-sede: Valérie Donzelli com Marguerite & Julien e Maïwenn com Mon Roi ("meu rei"). Tem um dedinho da França como coprodutora em Louder than Bombs ("mais alto que bombas"), do dinamarquês Joachim Trier, em Nie Yinniang ("The Assassin", em inglês, ou "a assassina"), do chinês de Taiwan Hou Hsiao-Hsien, em Shan He Gu Ren ("Mountains May Depart", ou "montanhas podem partir"), do chinês Jia Zhangke, em The Lobster ("a lagosta"), do grego Yorgos Lanthimos, e em Youth ("juventude"), do italiano Paolo Sorrentino.
Também são originários da Europa Macbeth (Reino Unido), do australiano Justin Kurzel, com Michael Fassbender e Marion Cotillard, e Saul Fia ("Son of Saul", ou "filho de Saul"), do húngaro Laszló Nemes. Forte mesmo vem a Itália, com seus três cineastas mais importantes da atualidade: Nanni Moretti (Palma de Ouro com O Quarto do Filho em 2001 e prêmio de direção por Caro Diário em 1993) com Mia Madre ("minha mãe"), Matteo Garrone (Grande Prêmio do Júri com Gomorrah em 2008 e Reality em 2012) com Il Racconto dei Racconti ("o conto dos contos") e Paolo Sorrentino (prêmio do júri com Il Divo em 2008) com Youth ("juventude").
Além de Jia Zhangke e Hou Hsiao-Hsien, representa a Ásia o japonês Hirokazu Kore-eda (prêmio do júri com Pais & Filhos em 2013), com Umimachi Diary (ou Our Little Sister, "nossa irmãzinha"). Os Estados Unidos têm três participantes. Todd Haynes, que não exibia um longa-metragem desde 2007 (Não Estou Lá), volta a trabalhar com Cate Blanchett em Carol. Gus Van Sant coloca Matthew McConaughey numa floresta no Japão em The Sea of Trees ("o mar de árvores"). E o canadense Denis Villeneuve dirige Emily Blunt e Benicio del Toro em Sicario. A América Latina só tem um competidor: Chronic, de Michel Franco. O júri este ano é presidido pelos irmãos Joel e Ethan Coen, cineastas americanos, e composto pela atriz espanhola Rossy de Palma, a atriz francesa Sophie Marceau, a atriz americana criada na Inglaterra Sienna Miller, a compositora e cantora malinesa Rokia Traoré, o cineasta mexicano Guillermo del Toro, o cineasta canadense Xavier Dolan e o ator americano Jake Gyllenhaal.
Nenhum longa brasileiro foi selecionado para nenhuma mostra, oficial ou paralela - Paulina, que passa na Semana da Crítica, é uma coprodução entre Argentina, Brasil e França dirigida pelo argentino Santiago Mitre, e La Tierra y la Sombra ("a terra e a sombra"), do colombiano César Augusto Acevedo, também tem participação brasileira. O filme também passa na Semana da Crítica. Os brasileiros no Festival de Cannes são os curtas Command Action, de João Paulo Miranda Maria, na competição de curtas da Semana da Crítica, e Quintal, de André Novais Oliveira, na Quinzena dos Realizadores.
A competição principal está tão acirrada que sobrou lugar só na mostra Um Certo Olhar para certos cineastas queridinhos do evento, como o tailandês Apichatpong Weerasethakul (Palma de Ouro em 2010 com Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas), o filipino Brillante Mendoza (prêmio de direção em 2009 por Kinatay) e a japonesa Naomi Kawase (cujo O Segredo das Águas competiu ano passado). Eles mostram, respectivamente, Rak Ti Khon Kaen, ou Cemetery of Splendour ("cemitério do esplendor"), Taklub e An.
A famosa montée de marches, a subida das escadarias do Grand Théâtre Lumière, onde acontecem as sessões de gala do Festival de Cannes, vai estar bem estrelada neste ano. A cartela vai de Tom Hardy e Charlize Theron, que exibem, fora de competição, Mad Max: Estrada da Fúria, a Natalie Portman, que mostra seu primeiro longa-metragem como diretora, A Tale of Love and Darkness ("um conto de amor e escuridão"), baseado em romance de Amos Oz, em sessão especial. Woody Allen marca presença na Croisette com seu mais recente longa, Irrational Man, com Emma Stone e Joaquin Phoenix, também hors concours.

Fonte: veja.abril.com.br
 
Por:  Desire Duque    |      Imprimir