318886 Noticias - Dilma deve mirar comrcio e educao em visita aos EUA  -  Desire Duque




Categoria Geral  Noticia Atualizada em   14/05/2015   às  11:09:28                   
Dilma deve mirar comrcio e educao em visita aos EUA
Em sua visita aos Estados Unidos em junho, a presidente Dilma Rousseff dever buscar parcerias no ensino tcnico e o incremento do comrcio com os americanos, enquanto o presidente americano, Barack Obama, tentar fechar um acordo na rea climtica e abri
Dilma deve mirar comrcio e educao em visita aos EUA
Foto: www.msn.com
A viagem tem sido encarada por ambos os lados como o incio de uma nova fase na relao entre as naes, que tornou-se mais distante desde a denncia, em 2013, de que o servio de inteligncia americano espionou Dilma.

Segundo americanos e brasileiros envolvidos nos preparativos da visita, mais importante que os anncios do encontro ser a retomada do dilogo em alto nvel, que resultar em laos mais slidos e diversificados no futuro.

Dilma viajar a Washington em 30 de junho para uma visita de trabalho. A Casa Branca havia lhe oferecido a possibilidade de realizar uma visita de Estado - mais formal - no segundo semestre, mas a presidente preferiu ir antes.

A visita ocorrer num momento em que o governo brasileiro promove um ajuste fiscal e recorre a investidores estrangeiros para tentar estimular a economia nacional.

A programao ainda no est definida. H duas semanas, representantes de vrios ministrios se reuniram em Braslia sob a coordenao do Itamaraty para tentar pr seus pleitos na agenda da visita.

H no governo quem defenda que, alm de Washington, Dilma v Califrnia. O Estado abriga as principais empresas americanas de computao e um dos mais avanados na adoo de energias limpas.

A visita Califrnia permitiria presidente buscar parcerias nesses setores e reafirmar seu discurso em prol da inovao tecnolgica. Outra possibilidade que Dilma v a Nova York para falar a investidores.

Carne brasileira

Os principais anncios da visita devero ocorrer no campo comercial, segundo assessores e diplomatas.

Aps longa negociao, o governo brasileiro espera que os Estados Unidos anunciem a abertura do seu mercado para a carne brasileira in natura. O acordo tambm liberaria a venda de carne americana no Brasil.

Com a medida, os frigorficos brasileiros esperam poder concorrer no s nos Estados Unidos, mas principalmente derrubar as barreiras sanitrias em outros pases que usam as agncias americanas como referncia, entre eles Coreia do Sul, Japo e Mxico.

Esperam-se ainda acertos para facilitar o comrcio nos setores de cermica, mquinas e materiais de construo.

Os dois pases discutem tambm como conectar seus portais de importao e exportao, o que reduziria trmites burocrticos e custos das transaes.

Fernanda Burle, diretora de polticas do US-Brazil Council, grupo que representa 110 empresas americanas com negcios no Brasil, diz que um acerto sobre os portais seria um passo importante rumo a um acordo comercial entre os dois pases.

Representantes dos dois governos dizem que discusses sobre um acordo comercial no esto na agenda da visita. Burle afirma, porm, que hoje h uma "abertura muito maior" para tratar do tema, especialmente no Brasil. "De trs anos para c, falar de um acordo comercial com os Estados Unidos deixou de ser um assunto proibido", ela diz.

A ltima tentativa de costurar um acordo comercial que englobasse Brasil e Estados Unidos foi a Alca (rea de Livre Comrcio das Amricas). Proposta em 1994 pelo ento presidente americano, Bill Clinton, a iniciativa enfrentou forte oposio e acabou enterrada uma dcada depois.

No Brasil, afirmava-se que, caso a Alca fosse aprovada, a indstria nacional seria incapaz de concorrer com a americana. Em 2013, porm, a Confederao Nacional da Indstria (CNI) mudou sua posio tradicional e passou a defender um acordo comercial com os americanos.

Aliana comercial

Conseguir uma aliana comercial um dos trs principais objetivos do US-Brazil Council. Os outros dois so pr fim bitributao de produtos negociados entre os dois pases e eliminar a exigncia de vistos de turismo e negcios para brasileiros e americanos.

Assessores avaliam que o fraco desempenho da economia brasileira torna improvvel algum avano sensvel nas tratativas sobre a bitributao, j que um acordo poderia reduzir a arrecadao de impostos num momento em que o governo tenta melhorar o saldo das contas pblicas.

Sobre os vistos, segundo Renata Vasconcellos, diretora snior de polticas pblicas do US-Brazil Council, h chances de avanos modestos. Os Estados Unidos j discutiram com o Brasil a adeso do pas ao programa Global Entry. O programa no elimina a necessidade de vistos, mas reduz a burocracia e agiliza a entrada nos aeroportos para viajantes frequentes, como executivos e jornalistas.

Espera-se que os dois pases voltem a dialogar sobre a entrada do Brasil no programa. O gesto, diz Vasconcellos, seria encarado como simblico, uma demonstrao de boa vontade dos Estados Unidos para futuros avanos nesse campo.

A eliminao dos vistos, porm, ainda est distante. Para que ela seja negociada, preciso que diminua o ndice de rejeio de vistos de brasileiros que tentam viajar aos Estados Unidos, uma exigncia legal americana.

Dilma dever buscar ainda a cooperao dos Estados Unidos para aprimorar o ensino tcnico e profissionalizante no Brasil. Ela tratou do tema ao se encontrar com Obama no Panam durante a Cpula das Amricas, em abril.

Na ocasio, Dilma disse que Obama mencionou as "Community Colleges", instituies que oferecem dois anos de ensino tcnico ou de matrias que contam crditos em cursos de graduao por custos mais baixos que universidades tradicionais.

Os Estados Unidos j so o maior parceiro do Brasil no programa Cincia Sem Fronteiras, pelo qual o governo brasileiro financia a graduao e ps-graduao de estudantes no exterior.

Acordo climtico

Do lado americano, os maiores interesses em relao visita giram em torno de defesa e clima, segundo assessores.

O governo brasileiro recentemente enviou ao Congresso um acordo que define as bases para uma cooperao em defesa com os americanos, facilitando negcios no setor. Os Estados Unidos esperam que o acordo seja aprovado at a visita.

Os dois pases no tm um acordo desse tipo desde 1977, quando os militares brasileiros romperam o tratado ento vigente em meio a presses dos Estados Unidos sobre o programa nuclear brasileiro.

Os americanos querem tambm que o Brasil aprove um acordo para o compartilhamento de informaes militares. O acordo conhecido por sua sigla em ingls, GSOMIA.

Os Estados Unidos tentam ainda costurar com o Brasil um tratado para a reduo voluntria das emisses de carbono, a exemplo do que fizeram recentemente com a China. Obama tem dito que frear as mudanas climticas um dos maiores objetivos de seu governo.

Ao fechar acordos com outras potncias emergentes, ele espera chegar prxima cpula do clima em Paris (COP-15), em dezembro, em posio confortvel para negociar um acordo global sobre a emisso de gases causadores do efeito estufa.

O Brasil, porm, mantm posio cautelosa quanto ao tema. Tradicionalmente, o governo brasileiro defende que as restries s emisses devem ser menos severas em pases emergentes para no prejudicar seu desenvolvimento econmico.

Os americanos esperam ainda que a visita reative canais formais de dilogo entre as duas chancelarias e entre os ministros da Defesa dos dois pases.

Fonte: www.msn.com
 
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